quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Teatro


Puxa! essa foi uma paixão duradoura na minha vida, e que até hoje persisto em fazer !!!
A primeira vez que fiz um curso meio serio de teatro (fora aquelas participações infantis de arvore e flores em festivais de fim de ano rs!) mas enfim, me lembro muito bem, foi um curso em um colégio de Campo Grande (MS), a MACE, e eu estava na quinta série... não me lembro a idade! mas havia um problema... o curso era a noite, e a escola era bem longe de casa, ai na tentativa de negociar, meu pai não me deixou participar, pois pra  ele era bobagem fazer isso, ainda mias sendo longe e a noite... massss
não me convenci... e com o apoio da minha madrasta, a Dri, conseguimos enrolar meu pai, ou melhor enganamos ele mesmo, rsrs, como ele sempre chegava  tarde do trabalho, ele nem percebia que eu tinha ido e voltado, as vezes quando ele chegava mais cedo, ela o enrolava dizendo que eu fui estudar na vizinha!!! e assim foi... fiz meu curso quietinha, morria de medo de pegar onibus a noite, mas enfim superei tudo em amor a arte, apresentei minha primeira pantomina na escola e deu tudo certo! humm acho que meu pai até hoje não sabia dessa história... mas agora já foi... um dia ele teria que saber (sorry dad!). Depois acabei me mudando de lá, mas a sementinha já estava plantada!
Ao longo dos anos sempre participei de grupos de teatro escolares ou de bairro, coisa amadora mesmo, mas sempre foi uma delicia para mim ...
Ai teve outro lance bem diferente, em uma cidadezinha do interior onde morei, comecei participando de um grupo com amigos, na verdade a gente só decorava texto, e achavamos que sabiamos fazer regressão... ninguem tinha nehuma tecnica teatral, nada, nem maioridade possuiamos, eramos uma galera de  treze e quatorze anos que não tinha nada pra fazer em uma cidade que não nos ofericia nada... enfim ensaiamos, ensaiamos e nada... nem chegamos a presentar, cada um foi para um lado!!!
Passados muitos anos depois, nessa mesma cidade, isso já no terceiro colegial (putz, agora fala ensino médio!) eu, diante do ócio da cidade, e o nivel intectual da minha turma, resolvemos re-abrir o teatro da cidade, que na verdade nem era um teatro oficial, mas sim um auditorio... mas tava valendo, pelo menos tinha som e iluminação...e deu uma dor de cabeça, tivemos que fazer requerimento, carimbar protocolo, escrever carta para a secretaria da cultura... enfim depois de muito penar consegui reabri-lo... como já tinha feito alguns curso, eu tinha material para passar, trabalho de corpo e voz, tecnico e cênico ... puxa pra mim foi uma experiencia alucinante, aprendi muito com todos... Porem... bom já volto aqui, vou fazer um paralelo ... nesse tempo, fiquei sabendo que a ia rolar um concurso de grupos de teatro, "Ademar Guerra",  que nada mais era dar possibilidade para companhias amadoras de crescer e aparecer... e mais uma vez com muito custo burocrático consegui escrever minha companhia... NO PORÃO!!!

sábado, 4 de setembro de 2010

SINESTESIA

Sinestesia, é uma coisa que toda criança possui.. mas que quando crescem, alguns vão perdendo, porem algumas pessoas (assim como eu!) ainda carregam esse "disturbio"  que nada mais é que a transferência de percepção de um sentido para outro, isto é, a fusão num só ato perceptivo, de dois ou mais sentidos, sinestesia não é uma doença, é uma condição neurológica que é experimentada pelos sinestetas como natural, automática e prazeirosa (com raras exceções) – e não causa nenhum tipo de compromentimento funcional. Sinestetas não perdem as impressões sensoriais normais, apenas experimentam simultaneamente sensações adicionais a estímulos que não sinestetas experimentam isoladamente.Aqui vão alguns exemplos do uso da sinestesia na literatura...


A sinestesia é usada em Literatura desde a Antiguidade Clássica, entrou na moda no século XIX, graças a Baudelaire (1821-1867) e os partidários de uma ruptura com a estética clássica. Os poetas simbolistas e pré-simbolistas propõem um retorno ao subjetivismo e à sensorialidade em oposição à objetividade científica e ao materialismo e é neste contexto que a sinestesia foi um dos recursos mais típicos do Simbolismo:

 
"Os carinhos (tato) de Godofredo não tinham mais o gosto (paladar) dos primeiros tempos." (Autran Dourado)

"O céu ia envolvendo-a até comunicar-lhe a sensação do azul, acariciando-a como um esposo, deixando-lhe o odor e a delícia da tarde." (Gabriel Miró)

"Que tristeza de odor a jasmim!" (Juan R. Jiménez)

"Insônia roxa. A luz a virgular-se em medo. / O aroma endoideceu, upou-se em cor, quebrou / Gritam-me sons de cor e de perfumes." (M. Sá-Carneiro)

"[...] entravam claridades cinzentas e surdas,..." (C. Lispector)

"Som que tem cor, fulgor, sabor, perfume." (Hermes Fontes)


Minha primeira paixão...

Sou apaixonada por gatos desde que me lembro por gente, acho que herdei da minha mãe... e passei esse carinho para meu filho também... Tanto que na minha gravidez só tive um desejo... pegar um gato gordo no colo, rsrs isso mesmo é meio maluco, mas tinha que ser um gato gordo mesmo, magrinho não valia! rsrsr ai fomos a procura de um gato gordo pelas petshops do Cambui... e por incrivel que pareça a primeira loja que fomos perguntar se havia gatos, a dona da loja disse que não havia gatos pra vender - ai eu expliquei minha situação com aquela barriga enorme de 7 meses de gestação... a mulher riu - é obvio, e disse que por sorte o gato da irmã dela estava na loja pois tinha acabado de tomar banho... ai quando eu vi o gato, quase infartei... um gato cinza enorme, persa da cara achatada, gigante e gordo, do jeito que eu queria... chamodo Jorge, Jorge era lindo e do jeito que eu queria, ainda por cima limpinho e penteado... rsrsr - ai peguei Jorge e colo e quase chorei de emoção, a dona da loja até nos deixou a sós, rsrsrs. Enfim foi magico e maravilhoso, fiquei ai uns dez minutos com Jorge me deliciando com ele... pronto ai passou, devolvi o gato pra dona, agradeci e fui embora! acho que a mulher achou isso um pouco estranho, mas deixa pelo menos sosseguei e  matei meu desejo...   louco não! pois é isso é Gaia!!!